Fenomenologia Husserl E Merleau-Ponty Bibliography

A definição da fenomenologia: Merleau-Ponty leitor de Husserl

 

The definition of phenomenology: Merleau-Ponty as reader of Husserl

 

 

Cristiano Perius

Professor da UEM - Universidade Estadual de Maringá. E-mail: cristianoperius@hotmail.com

 

 


RESUMO

O trabalho de definir o que é a fenomenologia, desde a Fenomenologia da Percepção, suscitou uma tomada de partido em relação ao pai da fenomenologia. A crítica ao idealismo de Husserl, o papel da ambiguidade, a impossibilidade de redução completa, entre outros grandes temas, personalizam a fenomenologia de Merleau-Ponty em relação ao mestre. O objetivo do ensaio é mostrar como, na descrição do "método" fenomenológico, Merleau-Ponty se afasta dos conceitos fundamentais de Husserl, sem deixar de retornar continuamente a ele.

Palavras-chave: Merleau-Ponty. Fenomenologia. Husserl.


ABSTRACT

The task of defining phenomenology, ever since The Phenomenology of Perception, has induced a taking of sides with regard to who the true father of phenomenology is. The critique of Husserl's idealism, the role of ambiguity, the impossibility of complete reduction, among other great themes, personalizes the phenomenology of  Merleau-Ponty in relation to that of his master. The object of this article is to show how, in his description of the "phenomenological method", Merleau-Ponty moves away from the fundamental concepts of Husserl without ceasing to continually return to them.

Keywords: Merleau-Ponty; Husserl; phenomenology.


 

 

O trabalho de definir o que é a fenomenologia, desde o prefácio da Fenomenologia da Percepção — em que Merleau-Ponty reabre essa questão "cinquenta anos depois", como ele mesmo diz —, é marcado por uma experiência de mão dupla: de um lado, a convicção de estar diante de uma herança husserliana, de que a interlocução com Husserl não deixa nenhuma dúvida (desde A Estrutura do Comportamento e a Fenomenologia da Percepção, passando pelos textos intermediários, como O Filósofo e sua Sombra, até o fim da vida, com as Notas de Curso sobre a Origem da Geometria de Husserl), significando uma identificação temática que o atravessa de ponta a ponta, e, de outro, uma diferença de projeto, ao mesmo tempo, de que o trabalho de retorno às definições de Husserl, na introdução da Fenomenologia, não é senão o primeiro indício: "O que é a fenomenologia? Pode parecer estranho que se tenha que colocar essa questão meio século depois dos primeiros trabalhos de Husserl. No entanto, ela está longe de ser resolvida" (MERLEAU-PONTY, 1945, p.I). Se acompanharmos esse texto, que é o Prefácio da Fenomenologia, veremos que, curiosamente, foi a indefinição de Husserl que chamou a atenção de Merleau-Ponty, porque o movimento de retorno e retomada da fenomenologia sobre si mesma não é uma dificuldade de momento - que reclamaria uma solução a tempo - mas de princípio, isto é, a filosofia de Husserl inaugura, assim como o método cartesiano, segundo a expressão de Pierre Thévenaz (1966, p.34) "[...] mais do que uma metafísica, uma maneira de recolocar em novas bases a filosofia", um campo de problemas ou uma maneira de resolver problemas que traz ao pensamento a questão do surgimento de si mesmo. É porque "[...] a fenomenologia não é acessível senão a um método fenomenológico" (MERLEAU-PONTY, 1945, p.II) que não é uma doutrina, um saber, um conjunto de teses ou de ideias, porém, um projeto incoativo, "[...] laborioso como a obra de Balzac, Proust, Valéry ou Cézanne" (MERLEAU-PONTY, 1945, p.XVI), pois a fenomenologia não é neutra em relação a suas respostas e conceitos, mas subentende a si mesma enquanto possibilidade de pergunta por um campo sobre qual está inclinada e suspendida como questão de fato. Se é laboriosa como a obra do escritor, e condenada a recomeçar indefinidamente em torno de si mesma, não é por conter um mistério qualquer, mas conter a exigência de surpreender o nascimento de si mesma, através de uma interrogação contínua que não ultrapassa o seu objeto, mas se compreende através dele, e assim o exige, toda vez que interrogar o que ela é. Como sublinha Merleau-Ponty, no Prefácio da Fenomenologia da Percepção (1945, p.XVI):

Seria preciso que a fenomenologia dedique a si mesma a interrogação que endereça a todas as ciências, desdobrando-se infinitamente. Ela será, como diz Husserl, um diálogo ou uma meditação infinita e, na medida em que permanece fiel a sua intenção, não saberá jamais aonde vai. O inacabamento da fenomenologia e seu estilo incoativo não são signos de um fracasso. Eles eram inevitáveis, porque a fenomenologia tem por tarefa revelar o mistério do mundo e o mistério da razão. Se a fenomenologia foi um movimento antes de ser uma doutrina ou um sistema, não é por acaso, nem impostura. Ela é laboriosa como a obra de Balzac, ou aquela de Proust, Valéry ou Cézanne, - pelo mesmo gênero de atenção e de espanto, pela mesma exigência de consciência, pela mesma vontade de compreender o sentido do mundo e da história em estado nascente.

Ora, a exigência de revelar o mistério do mundo e o mistério da razão não é diferente do que Merleau-Ponty chamou de "[...] refletir sobre um irrefletido", isto é, o movimento de retorno ao mundo natural ou à vida irrefletida, "[...] que é nossa situação inicial, constante e final", "[...] para lhe dar enfim um estatuto filosófico" (MERLEAU-PONTY, 1945, p.I). Como aponta Merleau-Ponty (1960, p.206), em O Filósofo e sua Sombra:

Quando Husserl diz que a redução supera a atitude natural, é para logo acrescentar que essa superação conserva "o mundo inteiro da atitude natural". [...] Há uma preparação da fenomenologia na atitude natural. É a atitude natural, reiterando os seus procedimentos, que passa para a fenomenologia. É ela mesma que se supera na fenomenologia - e portanto não se supera.

O modelo da reflexão não é mais aquele que se deixa conduzir pela clareza das ideias, meio em que a consciência é absoluta, mas questão pelos objetos que não perdem o estatuto de fenômenos irredutíveis, espontâneos e jamais inteiramente dados. Isso significa que a reflexão fenomenológica, em estado de iniciação contínua, não segue mais o modelo da possessão de objetos, mas do contato por imersão ou inerência, que não é um recorte, mas um todo indiviso, do qual também faz parte — como no Drawing Hands, de 1948, de M. C. Escher: a mão que desenha a mão é representada desenhando-se, isto é, impossível separar o desenhado e o desenhante. Porque a filosofia que visa a relatividade do Espírito e da Natureza (pensados juntos, sem dicotomia) deve começar sabendo o que ela é, ou seja, filosofia da gênese, união do "[...] extremo subjetivismo com o extremo objetivismo" (MERLEAU-PONTY, 1945, p. XV). 

O retorno à vida irrefletida não significa que devemos abandonar a reflexão para voltar ao caos das sensações, mas que a reflexão encontra, através dos atos da consciência constituinte, apenas a verdade de si mesma (segundo o modelo seminal das Meditações de Descartes, onde o pensamento funda a verdade de sua natureza partindo pura e simplesmente de si mesmo)1. Ao criticar o cogito cartesiano, Merleau-Ponty não está abandonando a reflexão, porém, sustentando que ela é unilateral e absoluta, se não nascer das coisas, isto é, de suas relações, pois a "razão" fenomenológica não é autônoma (no sentido que a modernidade deu a esse termo, com o projeto de fundação do sujeito autônomo), mas teleológica, presumida e incompleta — como se predestinada a acontecer mais de fato do que de direito. Ora, era mais ou menos por isso que Merleau-Ponty recomendava uma leitura existencial, não idealista, da redução fenomenológica de Husserl. Merleau-Ponty recusa a consciência constituinte em nome de um prejuízo do pensamento reflexionante: o esquecimento de um pensamento naturado em favor de um pensamento naturante. Dessa forma, a reflexão é necessária para Merleau-Ponty, porque ela é a unidade da fé perceptiva com a verdade, movimento de retorno da reflexão sobre as coisas mesmas, para compreender seu próprio sentido, todavia, não pode ser a conversão do campo fenomenal em campo transcendental.

É nessa direção que Luiz Damon caminha, no momento de traçar o projeto da fenomenologia da percepção: "À tentativa de explorar o irracional e integrá-lo a uma razão alargada, tarefa que Merleau-Ponty se consagrou, lhe foi preciso, diante de Husserl, redefinir o campo fenomenal" (MOUTINHO, 2006, p.97). Segundo Pascal Dupond (2004, p.113), "[...] a consciência transcendental desconhece a diversidade irredutível das figuras da consciência (consciência mórbida, consciência primitiva, consciência infantil). O cogito cartesiano recusa o real em nome do possível, e por isso nega o sonho, o mito, a alucinação psicótica, como experiências originárias e modos de abertura do mundo", de modo que a reflexão fenomenológica merleau-pontyana não caminha do mundo para a unidade da consciência. (Desde a primeira página do Prefácio: "A fenomenologia é o estudo das essências, mas a fenomenologia é também uma filosofia que recoloca as essências na existência" — que lembram os seguintes versos de Drummond, em "O Relógio do Rosário": "E nada basta/ nada é de natureza assim tão casta/ que não macule ou perca sua essência/ ao contato furioso da existência".) Dessa maneira, o cogito, longe de ser o ato fundamental da consciência, ou do sujeito, presença a mim do meu pensamento, se dá na espessura da existência cuja essência não é um saber, mas "refletir sobre um irrefletido".

O que estamos destacando, neste momento, e que fica apenas em esboço, é uma mudança de vocabulário em relação ao pai da fenomenologia, que já aparece no Prefácio da Fenomenologia. A crítica ao idealismo de Husserl, o papel da ambiguidade, a impossibilidade de redução completa, o quiasma, a carne, o lógos do mundo estético, entre outros grandes temas, personalizam a fenomenologia de Merleau-Ponty em relação ao mestre. Assim, o parentesco e a simpatia intelectual, se apontam para a herança husserliana, criadora do método, de um lado, também o afastam de Husserl, no momento de recolocar a fenomenologia em curso. (Avatar de todo filósofo que lê outro filósofo: modificá-lo, no momento de prestar-lhe homenagem — abrindo-se para o impensado, definido, em O Filósofo e sua Sombra, como o que "pertence bem a ele e leva a outra coisa".)

Marilena Chauí, na introdução ao volume Merleau-Ponty da coleção "Os Pensadores" (1984, p.VIII), marca da seguinte forma o projeto de Merleau-Ponty em relação a Husserl.

Suas primeiras obras estavam nitidamente vinculadas à fenomenologia husserliana, embora procurasse a cada passo minimizar o papel constituinte da consciência e outorgar à relação corpo-sensível / mundo-sensível o poder doador de significados que Husserl atribuíra ao Sujeito Transcendental. A partir de Signos, Merleau-Ponty encaminha-se para a ontologia como região pré-reflexiva, selvagem e bruta, de onde emergem as categorias reflexivas. A filosofia - reflexão - deve voltar às origens da própria reflexão e descobrir o seu solo anterior à atividade reflexiva e responsável por ela. Essa região é o "lógos do mundo estético", isto é, do mundo sensível, unidade indivisa do corpo e das coisas, unidade que desconhece a ruptura reflexiva entre sujeito e objeto.

Marilena Chauí parece seguir, na passagem acima, o desenho que Françoise Dastur faz entre os filósofos:

Abandono da posição de sobrevôo deste espectador transcendental que é ainda o fenomenológico para Husserl, e reabilitação ontológica do sensível: tal é o programa da fenomenologia merleau-pontyana, na medida onde implica uma "ontologia do visível", que só é possível porque o visível não tem a positividade de um ser pleno, porque é ambíguo, e porque há uma abertura da fenomenologia sobre o invisível, qualquer coisa como uma "fenomenologia do inaparente", semelhante aquela de que reclamava Heidegger em seus últimos seminários. (DASTUR, 2001, p.76).

Trata-se de sublinhar o estatuto da reflexão merleau-pontyana à luz da "[...] dupla gênese do mundo e da reflexão, do ser e do ser pensado, e não somente a correlação do pensamento e do ser objeto" (DASTUR, 2001, p.76). No entanto, essa é a portée (que traduzimos por "alcance", "conquista") do corpo, no primeiro momento, e do sensível, no segundo, e que exigiu, como sabemos, a passagem de um período descritivo dos fenômenos corporais, realizado na Fenomenologia da Percepção, para a ontologia propriamente dita, em O Visível e o Invisível. Com a mudança de vocabulário — no lugar de consciência/objeto: visível/invisível —, estamos ainda mais longe da noese e do noema de Husserl, onde a dimensão hylética não será, para Merleau-Ponty, senão uma transposição intelectualista das categorias da percepção (explicitado pelo nó górdio ou o quiasma do sensciente-sensível, já que é preciso ser visto para ver, tocar para ser tocado etc.). Como enfatiza Merleau-Ponty, em O Visível e o Invisível (1964, p.231): "[...] a visão mesma já faz o que a reflexão não compreenderá jamais: que o combate seja algumas vezes sem vencedor e o pensamento doravante sem titular." É a partir desta intraontologia ou endo-ontologia, no interior ou na profundidade do sensível, que será ultrapassada a dualidade da matéria e da forma através da qual Husserl reconstituía a intencionalidade. Outra nota de O Visível e do Invisível é clara, nesse movimento de mudança de vocabulário em relação a Husserl: "Trata-se de proceder a redução fenomenológica, isto é, para mim, de desvelar, lenta e progressivamente, o mundo selvagem ou vertical" (MERLEAU-PONTY, 1964, p.231).

Ora, o mundo selvagem ou vertical nada mais é, segundo Françoise Dastur (2001, p.184), do que "[...] um pressentimento constitutivo do processo fenomenológico no que ele tem de mais profundo: a impossibilidade de recuperação do ser no sujeito ativo, pois há uma pré-possessão de uma totalidade que está lá antes de que se saiba como e por quê". A reflexão não mais ignora que é a reconstrução retrospectiva que encontra um mundo mais antigo do que ela, da qual faz parte. Não há apreensão dos dados imediatos da consciência sem pressuposição ou prejuízo em favor do mundo, pois "[...] uma reflexão que ser quer radical não deveria ignorar o ponto cego do espírito" (MERLEAU-PONTY, 1964, p.55).

Não é outra a conclusão das Notas de Curso (1959-1961). "O que é a filosofia?", pergunta Merleau-Ponty, mais uma vez, ao final da vida2:

A filosofia deve definir-se pela reconquista do Lebenswelt [mundo vivido] através de uma Wissenchaftlichkeit [ciência] de um novo tipo: saber que é não-saber. [...] A filosofia está em meu Prasenz-Feld [campo de presença] sob a forma de dunkles Wissen [saber obscuro] e não de definição ou de Wortbedeutung [significado das palavras]. [...] Erro de crer que a filosofia são as idéias, ela é um campo com uma interrogação que não sabe o que ela mesma pergunta. (MERLEAU-PONTY, 1996, p.86).

Se levamos a sério a condição de não-saber e de saber obscuro, contidos no horizonte dessa "filosofia de novo tipo", vemos que a interrogação filosófica só se sustenta verdadeiramente se não for a apreensão direta de um conteúdo sem que algo lhe escape à ordem de encadeamentos lógicos e explícitos, irrevelado à atividade da consciência, mas o processo de retorno a questões que nunca se exauriram, isto é, uma zona de recuo do invisível sobre o visível (que os heideggerianos chamam de recuo do ser, "retrait de l'être", diferença ontológica etc.), como um fundo de silêncio que sobrevive a toda grande fala. Pois é da natureza da reflexão essa condição de fato, mais do que de direito: pertencer a uma experiência de mundo que chega "antes" dela, e ainda assim a exige, quando todo começo efetivo é um segundo momento. Desse modo, a reflexão — considerada pela tradição filosófica, desde Descartes, autoevidente — é conduzida a um grau de transparência máxima para um grau de transparência mínima. Tudo se passa como se a radicalização da reflexão a levasse a valorizar exatamente o que ela ignora e não realiza.

Sublinhemos esse "não", já contido no saber escuro ou no saber de novo tipo (saber que é não saber). "Refletir é desvelar um Boden [solo, terra, chão], um Selsbtverständliches [inteligível por si, inteligível natural]. Espanto diante da não-filosofia" (MERLEAU-PONTY, 1996, p.69). Essa última frase, também das Notas de Curso, abre-se a uma reflexão de novo tipo, como a que ocorre com a poesia, que, se não é filosofia, não é extrafilosófica. Trata-se do curso ministrado no Collège de France, entre 1958 e 1959, onde há um capítulo dedicado à não-filosofia. O título é A filosofia em face dessa não-filosofia, cujo objeto é a literatura, a pintura, a música e a psicanálise, que começa exatamente por Husserl, no capítulo que se chama: Husserl: a filosofia como problema. O que estamos sublinhando, neste momento, e não deve passar despercebido, é que o gesto de recolocar em questão o que é a filosofia, na década de 1960, retorna mais uma vez a Husserl. Mas esse é o movimento de retorno da filosofia sobre si mesma que, como vimos, Merleau-Ponty já tinha feito antes, desde o Prefácio da Fenomenologia da Percepção3.

Nas Notas de Curso sobre a Origem da Geometria de Husserl, que foi o último curso ministrado em vida, Merleau-Ponty salienta que "[...] o universo do pensamento, como aquele da percepção, é lacunar e barroco em si mesmo, pois que há uma evidência lateral, entre os atos, e não somente uma evidência progressiva e frontal, e tudo isso porque pensar não é ter, mas não ter" (1998, p.30, grifos do autor).

Pode-se dizer que o conceito de filosofia e o estatuto da reflexão caminham, no projeto fenomenológico de Merleau-Ponty, para a afirmação de seus limites. Contudo, os limites não são mais, como se poderia crer, o fechamento nos conceitos estabelecidos pelo método fenomenológico, mas abertura para a não-filosofia. De fato, a reflexão só é radical, isto é, séria, se for consciente do que ela perde: a representação ideal, para ganhar com a ambiguidade da existência. Mais ainda, a reflexão só é radical, quer dizer, séria, se retorna ao vivido sabendo que não sabe, a saber: a pressuposição de um mundo, que por sua vez pressupõe uma consciência que já vem tarde. O esquecimento da consciência, e tudo o que ela perde, agora, é positivo, como um gradiente negativo, pois a filosofia e o estatuto da reflexão, em Merleau-Ponty, incorporam o negativo, ou, se quisermos, positivamente, a passividade da consciência. Porém, essa é, para Françoise Dastur, a função do retorno ao Husserl da "fungierende Intentinalität (intencionalidade operante), da intencionalidade sem atos, da unidade antrepredicativa, anônima e oculta entre o mundo e nossa vida, na Krisis e nos Ideen II", nessa leitura que T. Geraetz (1971, p.19) chamou de "[...] estratégica e bem seletiva que Merleau-Ponty procurou fazer de Husserl"4.

Talvez possamos dizer, ao contrário de Françoise Dastur e T. Geraetz, ou ao lado deles, para além deles, que essa não foi uma leitura estratégica e seletiva, mas necessária, para revelar a sua própria filosofia. Merleau-Ponty jamais parou de reler e redescobrir Husserl... Para modificá-lo? Não, para modificar-se!

Podemos agora retornar a uma frase que já lemos, sobre o impensado de Husserl, que Merleau-Ponty (1960, p.202) define como "[...] ce qui est bel et bien à lui et qui porte sur autre chose" (que pertence bem a ele e, no entanto, abre a outra coisa)... Não é aonde Husserl não foi ou deixou de ir, nas sucessivas tentativas de reeditar a fenomenologia; ao contrário, é o lugar em que, sem ele, Merleau-Ponty não teria ido.

 

REFERÊNCIAS

BARBARAS, Renaud. L'être du phénomène: sur l'ontologie de Merleau-Ponty. Paris: Jerome Millon, 2001.         [ Links ]

CHAUÍ, Marilena. Vida e obra. In: Merleau-Ponty - Textos escolhidos. São Paulo: Abril Cultural, 1984. (Coleção Os Pensadores)         [ Links ]

DASTUR, Françoise. Chair et langage - essais sur Merleau-Ponty. Paris: Encre Marine, 2001.         [ Links ]

DUPOND, Pascal. La réflexion charnelle: la question de la subjectivité chez Merleau-Ponty. Paris: Ousia, 2004.         [ Links ]

MERLEAU-PONTY, Maurice. Le visible et l'invisible. Paris: Gall______. Notes de cours (1959-1961). Paris: Gallimard, 1996.         [ Links ]

______. Notes de cours sur l'origine de la géométrie de Husserl. Paris: PUF, 1998.         [ Links ]

______. Phénomenologie de la perception. Paris: Gallimard, 1945.         [ Links ]

______. Signes. Paris: Gallimard, 1960.         [ Links ]

MOUTINHO, Luis Damon Santos. O projeto da fenomenologia da percepção. In: PINTO, Débora Morato; MARQUES, Rodrigo Vieira (Org.). A fenomenologia da experiência - horizontes filosóficos da obra de Merleau-Ponty. Goiânia: Editora da UFG, 2006.         [ Links ]

THÉVENAZ, Pierre. De Husserl à Merleau-Ponty. In: ______. Qu'est-ce que la phénoménologie? Neuchâtel: Editions de la Baconnière, 1966.         [ Links ]

 

 

Recebido em: 04.08.2011
Aprovado em: 18.11.2011

 

 

1 Conforme a famosa estória do Barão de Münchausen: aquele que desce as profundezas do oceano, por não saber nadar, basta, para que suba à superfície, puxar-se pelos cabelos...
2 Final da vida de fato, não de direito, já que o filósofo morre, como se sabe, vítima de embolia cerebral, em 1961.
3  Citemos outra vez, a fim de lembrar o leitor, a passagem que estamos indicando: "O que é a fenomenologia? Pode parecer estranho que se tenha que colocar essa questão meio século depois dos primeiros trabalhos de Husserl. No entanto, ela está longe de ser resolvida" (MERLEAU-PONTY, 1945, p.I).
4  É bom frisar que o propósito deste ensaio — já indicado desde o título — "Merleau-Ponty leitor de Husserl"— não está na relação fecunda e privilegiada entre Merleau-Ponty e Husserl, mas nos elementos, unilaterais e sub-reptícios, que constituem uma leitura. Ao considerar o Merleau-Ponty leitor, não se está aludindo a uma relação de dependência, das famosas (e famigeradas) "influências", em que o segundo se submete ao primeiro, como se estivesse diante de uma relação de causa e efeito. Ao tratar de Merleau-Ponty como leitor, está-se falando do genitivo subjetivo do "leitor de", do Husserl de Merleau-Ponty, caracterizado pela maneira como ele o lê. Ao contrário de um Husserl homogêneo, submetido à tradição fenomenológica tanto alemã (caracterizada, sobretudo, por Heidegger), quanto francesa (Sartre e Merleau-Ponty), sem recortes, sem relevos, sem leituras, estamos diante da atividade de recepção meditativa e infinita, implicada pelo pensamento de um filósofo que vai a outro filósofo e não apenas que vem dele. (Mais ou menos como o Deleuze que vai a Bergson e a Nietzsche não é o Deleuze que sofre "influências de".) Ao pensar o Merleau-Ponty leitor, a questão que se coloca é a seguinte: "leitor... qual leitor?", pois, se estamos nos fazendo entender, o Hegel de Merleau-Ponty não é o da lógica, mas da fenomenologia do Espírito. Portanto, melhor do que "influenciado por" é o "leitor de", para sublinhar a atividade criadora e meditativa dos filósofos que tratam de outros filósofos.

Date of Birth: November 6, 1967
Place of Birth: Copenhagen, Denmark

Education

  • 1988
    Exam.art. [Danish B.A.] in Philosophy, University of Copenhagen.
  • 1991
    Cand.phil. [Danish M.A.] in Philosophy, University of Copenhagen.
  • 1994
    Ph.D. in Philosophy ('Summa cum Laude'), Katholieke Universiteit Leuven.
  • 1999
    Dr.phil. [Danish 'Habilitation'], University of Copenhagen.

Academic employment

  • 1992-1995
    Research fellow, Department of Philosophy, University of Copenhagen.
  • 1995-1997
    Assistant research professor, Department of Philosophy, University of Copenhagen.
  • 1997-2000
    Assistant professor, Department of Philosophy, University of Copenhagen.
  • 2000-2001
    Senior researcher, The Danish Institute for Advanced Studies in the Humanities.
  • 2001-2002
    Associate research professor, Department of Educational Philosophy, Danish University of Education.
  • 2002-2005
    Professor of Philosophy, Danish National Research Foundation: Center for Subjectivity Research, University of Copenhagen.
  • 2002-
    Director of the Danish National Research Foundation: Center for Subjectivity Research, University of Copenhagen.
  • 2006-
    Professor of Philosophy, Philosophy Section, Department of Media, Cognition and Communication, University of Copenhagen.

Studies and research abroad

  • 1989-1990
    16 months of studies in philosophy at the Bergische Universität Wuppertal, Germany.
  • 1992-1993
    13 months of Ph.D. research at the Husserl-Archives in Leuven, Belgium.
  • 1993
    4 months of Ph.D. research at Boston College, USA.
  • 1994-1998
    Multiple shorter research visits at the Husserl-Archives in Leuven, Belgium.
  • 1995
    10 months of post.doc. research at Centre de recherches phénoménologiques et herméneutiques, École Normale Supérieure, Paris, France.
  • Autumn 1999
    Visiting professor at the Department of Philosophy, State University of New York at Stony Brook, USA.
  • January 2005
    Visiting professor at the Department of Philosophy, University of Central Florida, USA.
  • January 2013
    Indian Council of Philosophical Research (ICPR) Visiting Professor
  • Spring 2014
    Gadamer Visiting Professor at Boston College, USA.
  • July 2015
    CAVE (Centre for Agency, Values and Ethics, Macquarie University, Sydney) Distinguished Visitor 2015

Larger grants and fellowships

  • 1989-1990
    16-months grant from the German Academic Exchange Service (DAAD).
  • 1992
    4-months grant from the Ministry of the Flemish Community (Ministerie van de Vlaamse Gemeenschap).
  • 1992-1995
    3-year research fellowship from the University of Copenhagen.
  • 1995-1997
    3-year research fellowship from the Danish Research Council for the Humanities. Only the first 2 years of the grant were used.
  • 2000-2001
    1-year research fellowship from the Danish Institute for Advanced Studies in the Humanities.
  • 2001-2002
    2-year research fellowship from the Danish Research Council for the Humanities. Only the first 6 months of the grant were used.
  • 2002-2007
    5-year funding of a "Center of Excellence" from the Danish National Research Foundation. Amount obtained: 16.6 mill DKK
  • 2004-2006
    3-year grant from NOS-H to a research network entitled "Rearticulations of Reason: Recent Currents". The project is led by Leila Haaparanta, University of Tampere, Finland. Amount obtained: 350.000 DKK
  • 2007-2009
    3-year funding of BASIC - a research program under the ESF EUROCORES Consciousness in a natural and cultural context (CNCC). The project leader is Andreas Roepstorff, University of Aarhus, Denmark. Amount obtained: 550.000 DKK
  • 2007-2010
    4-year funding of a Marie Curie Research Training Network under the 6th Framework Programme entitled "Disorders and Coherence of the Embodied Self (DISCOS)". The network coordinator is Thomas Fuchs, University of Heidelberg, Germany. Amount obtained: 3.3 mill DKK
  • 2007-2010
    4-year funding from the Danish Research Council for the Humanities to the collective research project "Agency, self and other: An interdisciplinary investigation". Amount obtained: 2.9 mill DKK
  • 2007-2012
    5-year funding of a "Center of Excellence" from the Danish National Research Foundation. Amount obtained: 19 mill DKK
  • 2011-2015
    4-year funding of a Marie Curie Initial Training Network under the 7th Framework Programme entitled "Towards an embodied science of intersubjectivity (TESIS)." The network coordinator is Thomas Fuchs, University of Heidelberg, Germany. Amount obtained: 3.7 mill DKK
  • 2011-2016
    5-year funding from VELUX FONDEN to a project entitled "Empathy and interpersonal understanding." Amount obtained: 6.6 mill DKK
  • 2011-2014
    3-year funding of NormCon - a research project under the ESF EUROCORES program Understanding and Misunderstanding: Cognition, Communication and Culture. The project leader is Josef Perner, University of Salzburg, Austria. Amount obtained: 1.5 mill DKK
  • 2011-2014
    3-year funding of DRUST - a research project under the ESF EUROCORES program Understanding and Misunderstanding: Cognition, Communication and Culture. The project leader is Günther Knoblich, Radboud University Nijmegen, Netherlands. Amount obtained: 720.000 DKK
  • 2013-2016
    4-year funding of "The disrupted 'We': Shared intentionality and its psychopathological distortions." The project is funded under the UCPH Excellence Programme for Interdisciplinary Research. Amount obtained: 8.4 mill DKK.
  • 2013-2016
    4-year funding of "The Genomic History of Denmark." A project funded under the UCPH Excellence Programme for Interdisciplinary Research. The project leader is Eske Willerslev, University of Copenhagen. Amount obtained: 1.6 mill DKK
  • 2018-2020
    3-year funding of "You and we: Second-person engagement and collective intentionality." The project is funded by Independent Research Fund Denmark. Amount obtained: 4.4 mill DKK

Awards and honors

  • The book Self-awareness and Alterity won the Edward Goodwin Ballard Book Prize in Phenomenology (2000).
  • Awarded a silver medal from the Royal Danish Society of Sciences and Letters (2000).
  • Elected member of Institut International de Philosophie (2001).
  • Awarded the Elite Research Prize by the Danish Ministry of Science, Technology and Innovation (2006). The award, the largest public Danish research award, is given to outstanding young researchers of the highest international standard, which have made an extraordinary contribution to strengthen Danish research.
  • Elected member of the Danish Royal Society of Sciences and Letters (2007).
  • Included in Krak's Blå Bog (Who's Who of Denmark) (2008).
  • Awarded The Carlsberg Foundation's Research Prize (2011) from the Royal Danish Academy of Sciences and Letters. The prize was awarded in connection with the 200 year anniversary of J.C. Jacobsen, founder of the Carlsberg Foundation.
  • The book The Phenomenological Mind. 2nd Edition was selected by Choice as a 2012 Outstanding Academic Title.
  • Awarded Dansk Magisterforenings Forskningspris indenfor Samfundsvidenskab og humaniora 2013.
  • Appointed Honorary President of the Nordic Society for Phenomenology (2014).
  • Appointed Knight of the Order of the Dannebrog by the Queen of Denmark (2017).

Translations

  • Translated into 29 languages (Danish, English, German, French, Portuguese, Italian, Japanese, Chinese, Greek, Hungarian, Lithuanian, Slovenian, Czech, Polish, Croatian, Slovak, Finnish, Icelandic, Spanish, Korean, Persian, Dutch, Turkish, Swedish, Russian, Arabic, Georgian, Romanian, Norwegian).

Workshops or panel sessions discussing my work

  • Indiana University, Bloomington (February 2001); Goucher College, Baltimore (April 2001); University of Memphis (October 2004); University of California at Riverside (February 2008); APA, Pasadena (March 2008); University Vita-Salute San Raffaele, Milan (January 2010); University of Rochester (2012); University of Vienna (October 2013); Boğaziçi University, Istanbul (June 2014); University College, Dublin (January 2015); Södertörn University, Stockholm (April 2015); University of Amsterdam (November 2015); Humboldt University, Berlin (November 2015); University of Vienna (April 2016); Ruhr University Bochum (June 2016); Shanghai Jiao Tong University (September 2016); University of Belgrade (June 2017).

Administrative posts

  • Co-founder and co-director of the Association for Phenomenology and the Cognitive Sciences (since 2000).
  • Founder and past president of the Nordic Society for Phenomenology (2001-2007).
  • Member of the executive committee of the Nordic Society for Phenomenology (2001-2011).
  • Director of the Danish National Research Foundation: Center for Subjectivity Research (since 2002).
  • Member of the advisory board of the Danish Research School in Philosophy, History of Ideas and History of Science (2002-2011).
  • Member of the steering committee for the research priority area "Body and Mind" at the University of Copenhagen (2003-2007).
  • Member of the board of representatives for the Copenhagen Doctoral School in Cultural Studies, Literature, and the Arts (since 2003).
  • Mitglied des wissenschaftlichen Beirats der Deutschen Gesellschaft für phänomenologische Forschung (since 2005).
  • Chairman of the organizing committee of Toward a Science of Consciousness 2005.
  • Main responsible for the ESF EUROCORES suggestion Consciousness in a natural and cultural context (CNCC).
  • Member of the National Bibliometric Committee for Philosophy, History of Ideas and Theory of Science (2008-2013).
  • Chairman of the National Bibliometric Committee for Philosophy, History of Ideas and Theory of Science (2011-2013).

Connected to / on the Editorial Board of

  • Co-editor in chief of Phenomenology and the cognitive sciences (since 2007).
  • Filosofiske Studier (1997-2000).
  • Alter - revue de phénoménologie (since 1997).
  • Sats - Nordisk Tidsskrift for Filosofi (since 1999).
  • Classics in Phenomenology (since 2000).
  • Contemporary Phenomenological Thought (since 2000).
  • The New Yearbook for Phenomenology and Phenomenological Philosophy (since 2000).
  • Phenomenology and the Cognitive Sciences (2001-2006).
  • Phainomena (since 2001).
  • Journal of Phenomenology and the Human Sciences (in Chinese) (since 2004).
  • Continental Philosophy Review (since 2005).
  • Honorary Advisor, Archive for Phenomenology & Contemporary Philosophy, The Chinese University of Hong Kong (since 2005).
  • Ehrenmitglied des Zentrums für phänomenologische Forschung, Bergische Universität Wuppertal (since 2005).
  • Phänomenologische Forschungen (since 2005).
  • Stanford Encyclopedia of Philosophy (since 2007).
  • New directions in philosophy and cognitive science (Palgrave-Macmillan) (since 2007).
  • Contributions to Phenomenology (Springer) (since 2008).
  • Journal for Philosophy and Psychiatry (since 2008).
  • Consulting editor of Theoria (since 2008).
  • Routledge Encyclopedia of Philosophy Online (since 2010).
  • International Journal of Philosophical Studies (since 2011).
  • Deutsche Zeitschrift für Philosophie (since 2012).
  • Early Phenomenology (since 2015).
  • Acta Mexicana de Fenomenología (since 2015).
  • Etudes phénoménologiques (since 2015)

Assessment work

  • Referee for Deutsche Forschungsgemeinschaft, European Science Foundation, Social Sciences and Humanities Research Council of Canada, Schweizerischer Nationalfonds zur Förderung der wissenschaftlichen Forschung, Austrian Science Fund (FWF), Netherlands Organisation for Scientific Research (NWO), Research Foundation Flanders (FWO), Czech Science Foundation, Ludwig Boltzmann Gesellschaft, Katholieke Universiteit Leuven, Foundation for Polish Science, The Israel Science Foundation, Institut d'études avancées de Paris, Einstein Foundation, Freiburg Institute for Advanced Studies, European Research Council, Wellcome Trust
  • Referee for Kluwer Academic Publishers, Gyldendal, Akademisk Forlag, Oxford University Press, Northwestern University Press, The MIT Press, Routledge, Yale University Press, Palgrave Macmillan, Wiley-Blackwell.
  • Referee for Philosophical Explorations, Journal of Consciousness Studies, Psychopathology, Synthese, Time & Society, Theory & Psychology, The Journal of Philosophical Research, Inquiry, Canadian Journal of Philosophy, Social Neuroscience, Journal of the History of Philosophy, Erkenntnis, Consciousness and Cognition, Philosophy Compass, Philosophers' Imprint, Journal of Classical Sociology, Mind, Philosophical Psychology, International Journal of Philosophical Studies, Husserl Studies, Passions in Context, Science in Context, Human Studies, The Southern Journal of Philosophy, Deutsche Zeitschrift für Philosophie, Philosophy East and West, The Philosophical Quarterly, Frontiers in Consciousness Research, European Journal of Philosophy, Archiv für Geschichte der Philosophie, Medicine, Healthcare and Philosophy, Ethical Theory and Moral Practice, Review of Philosophy and Psychology, Sociological Theory, Philosophical Studies, Social Epistemology, Journal of Philosophy, Behavioral and Brain Sciences.
  • Referee for tenure and promotion reviews: University of California - Irvine, City University New York, Northwestern University, SUNY at Stony Brook, University of British Columbia, University of Exeter, Tel Aviv University, University of Manchester, Ruhr University Bochum, New York University, Monash University.
  • External PhD examiner: University of Helsinki 1999; University of Copenhagen 2001; University of Aarhus 2002, 2006, 2008, 2010, 2012; SUNY Stony Brook 2002; Erasmus University Rotterdam 2006; Oslo University 2006; University of Gothenburg 2007; University of Lausanne 2007; University of Amsterdam 2009; University of Milan 2010; University of Miami 2011; University of Melbourne 2012; Paris-Sorbonne University 2012; Universidad Carlos III de Madrid 2014; University College Dublin 2015; University of Toronto 2015; University of Iceland 2015; University of Sussex 2016; University of Memphis 2016; Australian National University 2016; University of Vienna 2017.

PhD supervision or co-supervision

  • Thor Grünbaum: Awareness of action: In defence of a perceptual account. 2006. University of Copenhagen
  • Lisa Käll: Expressive selfhood. 2007. University of Copenhagen
  • Rasmus Thybo Jensen: Perception and action: An analogical approach. 2008. University of Copenhagen
  • Asle H. Kiran: The Primacy of Action: Technological co-constitution of practical space. 2009. Norwegian University of Science and Technology
  • Morten Sørensen Thaning: The space of dialogue - revisiting H.-G. Gadamer's philosophical hermeneutics in the light of John McDowell's minimal empiricism. 2009. Aarhus University
  • Michele Averchi: The experience of I in Husserl's phenomenology. 2010. University of Milan
  • Line Ryberg Ingerslev: Expressivity and Social Experience. 2010. University of Copenhagen
  • Andrea Raballo: Self-disorders as Schizophrenia Spectrum Vulnerability Phenotypes. 2011. University of Copenhagen
  • Johan Gersel: Realism and Rationality. 2011. University of Copenhagen
  • Wenjing Cai: Reflection as a Form of Human Life. 2011. University of Copenhagen
  • Mads Gram Henriksen: Understanding Schizophrenia: Investigations in Phenomenological Psychopathology. 2012. University of Copenhagen
  • Zhida Luo. Husserl and the Problem of Empathy. 2014. University of Copenhagen
  • Kristian Moltke Martiny: Embodying Investigations of Cerebral Palsy. A Case of Open Cognitive Science. 2015. University of Copenhagen.
  • Simon Høffding: A Phenomenology of Expert Musicianship. 2015. University of Copenhagen.
  • Felipe León: Shared experiences and other minds. 2016. University of Copenhagen.
  • James Jardine: Empathy, Embodiment, and the Person. 2017. University of Copenhagen.
  • Oren Bader: Attending to Others, Attending with Others: Phenomenological, Developmental and Evolutionary Investigation of Social Attention. 2017. Tel Aviv University.
  • Lars Siersbæk Nilsson: The disrupted 'we': A new look at intersubjectivity in schizophrenia spectrum disorders. 2018. University of Copenhagen.
  • Josef Matousek (Charles University Prague)
  • Yang Li (University of Copenhagen)
  • Juan Toro (University of Copenhagen)
  • Raphaël Millière (University of Oxford)
  • Patricia Meindl (University of Copenhagen)

International conferences and workshops organized or co-organized (selection)

  • 05-07.12.1996
    Self-awareness, temporality and alterity, University of Copenhagen.
  • 28-30.05.1999
    Problems of the Self: Philosophical and psychopathological perspectives on self-experience, University of Copenhagen.
  • 26-28.05.2000
    Husserl's Logische Untersuchungen - Centenary, University of Copenhagen.
  • 25-26.05.2001
    Intentionality and Experience,Danish Institute for Advanced Studies in the Humanities.
  • 30.05-02.06.2001
    Phenomenology in the Nordic Countries,Danish Institute for Advanced Studies in the Humanities.
  • 06-08.11.2002
    The young Heidegger (1919-1923), University of Copenhagen.
  • 06.12.2002
    Interdisciplinary approaches to subjectivity: Prospects and perils,University of Copenhagen.
  • 14-16.06.2004
    The Embodied Mind, University of Copenhagen.
  • 02-03.12.2004
    Time and Existence, University of Copenhagen.
  • 18-19.12.2004
    EUROCORES Preparatory Workshop "Consciousness in a natural and cultural context - CNCC", University of Copenhagen.
  • 27-29.05.2005
    World and Mind: New Perspectives on the Internalism-Externalism Debate, University of Copenhagen.
  • 17-20.08.2005
    Toward a Science of Consciousness 2005: Methodological and Conceptual Issues, University of Copenhagen.
  • 21-23.09.2006
    Subjectivity, Intersubjectivity, Objectivity, University of Copenhagen.
  • 12-14.11.2006
    CNCC Launch Conference.
  • 20-22.04.2007
    Self and Other: 5th Annual Meeting of the Nordic Society for Phenomenology, University of Copenhagen.
  • 09-12.05.2007
    Subjectivity, intersubjectivity and self-representation, CNCC meeting.
  • 29-30.11.2007
    Unity and Self, University of Copenhagen.
  • 07-13.07.2008
    Social Cognition and Social Narrative, CNCC Summer School, San Marino.
  • 15-16.04.2009
    Self-no-self, University of Copenhagen.
  • 21-23.09.2009
    The Emergence of Intersubjectivity: Evolutionary, developmental and philosophical aspects.
  • 08-09.10.2009
    Self, ego and person. Commemorating Husserl's 150th Anniversary, University of Copenhagen.
  • 02-03.12.2010
    Shame and self. University of Copenhagen.
  • 23.08-27.08.2010
    Copenhagen Summer School in Phenomenology and Philosophy of Mind
  • 30.11-2.12.2011
    The complex self: Reflections on interdisciplinarity. University of Copenhagen.
  • 08.08-12.08.2011
    Copenhagen Summer School in Phenomenology and Philosophy of Mind II
  • 06.08-10.08.2012
    Copenhagen Summer School in Phenomenology and Philosophy of Mind III
  • 11.10.-12.10.2012
    Empathy in context. University of Copenhagen.
  • 7.2.-8.2.2013
    Enactive and phenomenological approaches to intersubjectivity. University of Copenhagen.
  • 29.05.-31.10.2013
    Phenomenology of Empathy. University of Copenhagen.
  • 12.08.-16.08.2013
    Copenhagen Summer School in Phenomenology and Philosophy of Mind IV
  • 18.08.-22.08.2014
    Copenhagen Summer School in Phenomenology and Philosophy of Mind V
  • 21.05.-22.05.2015
    Empathy, Group Membershp and We-intentionality
  • 10.08.-14.08.2015
    Copenhagen Summer School in Phenomenology and Philosophy of Mind VI
  • 15.08.-19.08.2016
    Copenhagen Summer School in Phenomenology and Philosophy of Mind VII
  • 01.12-02.12.2016
    The Philosophy and Psychopathology of the We
  • 14.08-18.08.2017
    Copenhagen Summer School in Phenomenology and Philosophy of Mind VIII
  • 21.09-22.09.2017
    Empathy, Recognition, Morality

Member of

  • Society for phenomenology and existential philosophy (SPEP) (since 1994).
  • Deutsche Gesellschaft für phänomenologische Forschung (since 1995).
  • Dansk Filosofisk Selskab (since 1999).
  • Association for Phenomenology and the Cognitive Sciences (since 2000).
  • Center for Advanced Research in Phenomenology (since 2000).
  • Nordic Network for Consciousness Studies (since 2001).
  • Husserl Circle (since 2001).
  • Nordic Society for Phenomenology (since 2001).
  • Institut International de Philosophie (since 2001).
  • Danish Royal Society of Sciences and Letters (since 2007).

Publications
(click here for a selection of online publications)
Google scholar
Academia.edu

A. Authored books

A1.    Intentionalität und Konstitution. Eine Einführung in Husserls Logische Untersuchungen. København: Museum Tusculanum Press. 1992. (160 p.)
A2.Husserl und die transzendentale Intersubjektivität. Eine Antwort auf die sprachpragmatische Kritik. Phaenomenologica 135. Dordrecht: Kluwer Academic Publishers. 1996. (212 p.)
A2a.Husserl and transcendental Intersubjectivity. Series in Continental Thought 29. Athens: Ohio University Press. 2001. (xxi + 272 p.)
A3. Husserls Fænomenologi. København: Gyldendal. 1997. (200 p.)
A4. Self-awareness and Alterity. A Phenomenological Investigation. Studies in Phenomenology & Existential Philosophy. Evanston: Northwestern University Press. 1999. (304 p.) 
A4a.Jikoisiki to Tasei. Genshogakuteki Tankyu (『自己意識と他性―現象学的探究』). Tokyo: Hosei University Press 2017. (456 pp.)
A5. Husserl's Phenomenology. Cultural Memory in the Present. Stanford: Stanford University Press. 2003, 20062. (x + 178 p.) 
A5a. Husserls Fænomenologi. Ny revideret udgave. København: Gyldendal. 2001, 20042. (252 p.) 
A5b. Husserl No Genshogaku. Kyoto: Koyo Shobo. 2003. (261 p.) 
A5c. Hu'sai'er de Xianxiangxue. Shanghai: Shanghai Translation Publishing House. 2007. (179 p.) 
A5d. Husserl's Phänomenologie. Tübingen: Mohr Siebeck - UTB. 2009. (viii + 165 p.) 
A5e.Husserl: Eisagogi sti phainomenologia tou. Athens: Armos, 2010. (328 p.)
A5f.Husserls Fænomenologi. 2. reviderede udgave. Frederiksberg: Samfundslitteratur. 2011. (252 p.).
A5g.La Fenomenologia di Husserl. Soveria Mannelli: Rubbettino. 2011. (214 p.).
A5h.Husserlova fenomenologija. Zagreb: AGM, 2011. (256 p.).
A5i.Fenomenologia Husserla. Krakow: Wydawnictwo WAM, 2012. (208 p.)
A5j.Padidehshenasi-e Husserl. Ruzbehan, 2012.
A5k.A Fenomenologia de Husserl. Rio de Janeiro: Via Vérita Editora, 2015.
A5l.Huserlis penomenologia. Tbilisi: Ilias sakhelmtsipo universitetis gamomtsemloba, 2016. (244 pp.).
A5m.Husserleui Hyunsanghak. Paju: Hangilsa Publishers, 2017. (264 pp.)
A5n.Fenomenologia lui Husserl. Oradea: Ratio et Revelatio, 2017. (p. 233).
A6. Fænomenologi. Problemer, Positioner og Paradigmer. Frederiksberg: Samfundslitteratur - Roskilde Universitetsforlag. 2003, 20042, 20073. (111 p.) 
A6a. Phänomenologie für Einsteiger. München: Wilhelm Fink Verlag - UTB. 2007. (121 p.) 
A6b. Fyrirbærafræði. Reykjavik: Heimspekistofnun. 2008. (131 p.)
A6c.Shogakusha no tameno Genshogaku. Kyoto. Koyo Shobo. 2015 (vii + 127 + 11 p.)
A7. Subjectivity and Selfhood: Investigating the first-person perspective. Cambridge, MA: Bradford Books, The MIT Press. 2005. (viii + 265 p.) 
A7a. Subjectivity and Selfhood: Investigating the first-person perspective. Cambridge, MA: Bradford Books, The MIT Press. First paperback edition. 2008. (viii + 265 p.) 
A7b. Zhutixing yu Zishenxing: dui Diyi Renchen Shijiao de Tanjiu. Shanghai: Shanghai Translation Publishing House. 2008. (304 p.) 
A8. The Phenomenological Mind: an introduction to philosophy of mind and cognitive science (with Shaun Gallagher). London: Routledge. 2008. (256 p.) 
A8a. A Fenomenológiai Elme: Bevezetés az elmefilozófiába és a kognitív tudományba (with Shaun Gallagher). Budapest: Lélekben Otthon. 2008. (246 p.) 
A8b. La mente fenomenologica: Filosofia della mente e scienze cognitive (with Shaun Gallagher). Milano: Raffaello Cortina Editore. 2009. (381 p.) 
A8c.Bevidsthedens Fænomenologi (with Shaun Gallagher). København: Gyldendal. 2010. (347 p.) 
A8d.

Genshôgakutekina kokoro: Kokoro no tetsugaku to ninchikagaku nyûmon (with Shaun Gallagher). Tokyo: Keiso Shobo, 2011. (388 pp.).

A8e.

Hyunsanghakjeok Maeum - Shimricheolhakgwa Injikwahak Ipmoon. Seoul: Publisher B, 2013. (462 pp.).

A9.The Phenomenological Mind. 2nd Edition(with Shaun Gallagher). London: Routledge. 2012. (288 p.)
A9a.La Mente Fenomenológica. Madrid: Alianza Editorial. 2013. (368 p.)
A9b.Fenomenologiczny umysł. Warzaw: PWN. 2015. (450 p.)
A10.Self and other: Exploring subjectivity, empathy and shame.  Oxford: Oxford University Press. 2014. (xiv + 280 p.)
A10a.Jiko to Tasha. Shukansei, Kyoukan, Haji no Tankyu. Kyoto: Koyo Shobo, 2017. (320 p.)
A11.Husserl's Legacy: Phenomenology, metaphysics, and transcendental philosophy. Oxford: Oxford University Press. 2017. (x + 236 p.)
A12.Phenomenology: The Basics. Under contract. London: Routledge.


B. Edited books and special issues

B1.   Subjektivitet og Livsverden i Husserls Fænomenologi. Aarhus: Modtryk. 1994. (176 p.) 
B2. Self-awareness, temporality, and alterity. Central topics in phenomenology. Dordrecht: Contributions to Phenomenology 34. Kluwer Academic Publishers. 1998. (248 p.) 
B3. Alterity and Facticity. New Perspectives on Husserl. Co-editor together with N. Depraz. Phaenomenologica 148. Dordrecht: Kluwer Academic Publishers. 1998. (239 p.)
B4. Exploring the Self: Philosophical and Psychopathological Perspectives on Self-experience. Advances in Consciousness Research 23. Amsterdam: John Benjamins Publishing Company. 2000. (301 p.) 
B5. One Hundred Years of Phenomenology. Husserl's Logical Investigations Revisited. Co-editor with F. Stjernfelt. Phaenomenologica 164. Dordrecht: Kluwer Academic Publishers. 2002. (235 p.) 
B6. Subjektivitet og Videnskab. Bevidsthedsforskning i det 21. århundrede. Co-editor together with G. Christensen. Frederiksberg: Samfundslitteratur - Roskilde Universitetsforlag. 2003. (267 p.)
B7. Metaphysics, Facticity, Interpretation. Phenomenology in the Nordic Countries. Co-editor together with S. Heinämaa & H. Ruin. Contributions to Phenomenology 49. Dordrecht: Kluwer Academic Publishers. 2003. (248 p.) 
B8. Den unge Heidegger. Co-editor together with S. Overgaard & T. Schwarz Wentzer. København: Akademisk Forlag. 2003. (229 p.) 
B9. The structure and development of selfconsciousness: Interdisciplinary perspectives. Co-editor together with T. Grünbaum & J. Parnas. Advances in Consciousness Research 59. Amsterdam: John Benjamins Publishing Company. 2004. 
B10. Hidden Resources. Classical perspectives on subjectivity. Special double issue of Journal of Consciousness Studies, vol. 11/10-11, 2004.
B10a.Hidden Resources. Classical perspectives on subjectivity. Exeter: Imprint Academic. 2004. (viii + 192 p.) 
B11. The Return of Subjectivity. Special issue of Phenomenology and the Cognitive Sciences, vol. 3/3, 2004. 
B12. Internalism and Externalism in Phenomenological Perspective. Special issue of Synthese, vol. 160/3, 2008.
B13.Self, no self? Perspectives from Analytical, Phenomenological, and Indian Traditions. Co-editor together with M. Siderits & E. Thompson. Oxford: Oxford University Press. 2011. (352 p.)
B13a.Self, no self? Perspectives from Analytical, Phenomenological, and Indian Traditions. Co-editor together with M. Siderits & E. Thompson. Oxford: Oxford University Press. First paperback edition. 2013. (352 p.)
B14.The Oxford Handbook of Contemporary Phenomenology. Oxford: Oxford University Press. 2012. (640 p.)
B15.Nordic Perspectives on Phenomenology. (Co-editor together with J. Taipale). Special Issue of Continental Philosophy Review48/2, 2015.
B16.The Oxford Handbook of the History of Phenomenology. Oxford: Oxford University Press. In press.


C. Articles

C1. 

"Edmund Husserl - Mellem Radikalitet og Tradition". Tid Skrift 11, 1989, 31-47.

C2. 

"Begreb og Realitet hos Thomas Aquinas". Filosofiske Studier 11, 1990, 143-172.

C3. 

"Induktion og Essentialisme hos Aristoteles". Filosofiske Studier 12, 1991, 157-183.

C4. 

"Descartes og Subjektfilosofiens Grundlæggelse". Philosophia 21/1-2, 1992, 9-29.

C5. 

"Constitution and ontology. Some remarks on Husserl's ontological position in the Logical Investigations". Husserl Studies 9, 1992, 111-124.

C6. 

"Réduction et constitution dans la phénoménologie du dernier Husserl". Philosophiques 20/2, 1993, 363-381.

C6a. 

"Beyond Realism and Idealism. Husserl's Late Concept of Constitution". Danish Yearbook of Philosophy 29, 1994, 44-62. (Translation of C6)

C7. 

"Kroppen i Transcendentalfænomenologisk Perspektiv". Philosophia 22/3-4, 1993, 25-41.

C7a. 

"Husserl's Phenomenology of the Body". Études Phénoménologiques 19, 1994, 63-84. (Translation of C7)

C8. 

"Intentionality and the representative theory of perception". Man and World 27/1, 1994, 37-47.

C9. 

"Husserl's intersubjective transformation of transcendental philosophy". Journal of the British Society for Phenomenology 27/3, 1996, 228-245. (Translation of D1)

C10. 

"The Self-Pluralisation of the Primal Life. A Problem in Fink's Husserl-interpretation". Recherches husserliennes 2, 1994, 3-18.

C11. 

"Intentionalitet og Fænomen hos Aristoteles, Thomas Aquinas og Brentano". Filosofiske Studier 15, 1995, 211-230.

C12. 

"Edmund Husserl. Fænomenologi og Kunst". Den Blå Port nr. 37, 1996, 45-61.

C13. 

"Horizontal Intentionality and Transcendental Intersubjectivity". Tijdschrift voor Filosofie 59/2, 1997, 304-321.

C14. 

"Sleep, self-awareness and dissociation". Alter 5, 1997, 137-151.

C15. 

"Phenomenal consciousness and self-awareness. A phenomenological critique of representational theory". (With Josef Parnas). Journal of Consciousness Studies 5/5-6, 1998, 687-705.

C16. 

"Brentano and Husserl on Self-awareness". Études Phénoménologiques 27-28, 1998, 127-168.

C17. 

"Michel Henry og det usynliges fænomenologi". Kritik 137, 1998, 9-20.

C17a. 

"Michel Henry and the Phenomenology of the Invisible". Continental Philosophy Review 32/3, 1999, 223-240. (Translation of C17)

C18. 

"Natorp og Subjektiviteten". Koglekirtlen 3, 2000, 13-22.

C19. 

"Alterity in Self". Arob@se 4/1-2, 2000, 125-142.

C20. 

"Esperienza e intersoggettività nella prospettiva fenomenologica". (With Vincenzo Costa). Bollettino Filosofico 16, 2000, 263-286.

C21. 

"Beyond Empathy. Phenomenological approaches to intersubjectivity". Journal of Consciousness Studies 8/5-7, 2001, 151-167.

C22. 

"Husaier yu jiaohu zhutixing wenti" [Husserl and the problem of intersubjectivity]. Zhexue Yicong [International Philosophy Today] 4, 2001, 2-9.

C23. 

"A propos de la neutralité métaphysique des Logische Untersuchungen," Revue Philosophique des Louvain 99/4, 2001, 715-736.

C23a. 

"Metafizicna nevtralnost v Logicnih raziskavah". Phainomena X/37-38, 2001, 97-114. (Translation of C23).

C24. 

"The Three Concepts of Consciousness in Logische Untersuchungen". Husserl Studies 18, 2002, 51-64.

C25. 

"First-person thoughts and embodied self-awareness. Some reflections on the relation between recent analytical philosophy and phenomenology". Phenomenology and the Cognitive Sciences 1, 2002, 7-26.

C26. 

"Kan fænomenologien naturaliseres?" Psyke og Logos 23/1, 2002, 236-252.

C26a.

"Phenomenology and the project of naturalization". Phenomenology and the cognitive sciences 3/4, 2004, 331-347. (Translation of C26)

C26b.

"Fenomenologia a projekt naturalizacji." Avant: The Journal of thePhilosophical-Interdisciplinary Vanguard 2, T/2011, 41-57. (Translation of C26)

C27. 

"Schizophrenic Autism. Clinical Phenomenology and Pathogenetic Implications". (Together with Josef Parnas and Pierre Bovet). World Psychiatry 1/3, 2002, 131-136.

C28. 

"Fænomenologi og Metafysik". KRITIK 159, 2002, 18-28.

C28a. 

"Phénoménologie et métaphysique". Les études philosophique 87, 2008, 499-517. (Translation of C28)

C29. 

"Intersubjectivity in Sartre's Being and Nothingness". Alter 10, 2002, 265-281.

C30. 

"Conceptual problems in infantile autism research: Why cognitive science needs phenomenology". (With J. Parnas). Journal of Consciousness Studies 10/9, 2003, 53-71.

C31. 

"How to investigate subjectivity: Natorp and Heidegger on reflection". Continental Philosophy Review 36/2, 2003, 155-176.

C32. 

"Husserl's noema and the internalism-externalism debate". Inquiry 47/1, 2004, 42-66.

C33. 

"Time and Consciousness in the Bernau Manuscripts". Husserl Studies 20/2,20/2,2004, 99-118.

C33a. 

"Aika je tietoisuus Bernau-käsikirjoituksissa". Ajatus 61, 2004, 115-143. (Translation of C33)

C34. 

"Back to Brentano?" Journal of Consciousness Studies 11/10-11, 2004, 66-87.

C35.

"Intentionality and Experience". Synthesis Philosophica 20/2, 2005, 299-318. (Reprint of D29)

C35a.

"Intencionalnost i iskustvo". Filozofska Istraživanja 102, 2006, 319-337. (Translation of D29)

C35b.

"Intentionnalité et phénoménalité: un regard phénoménologique sur le 'problème difficile'". Philosophie 124, 2015, 80-104. (Translation of D29)

C36. 

"Being Someone". Psyche 11/5, 2005, 1-20.

C37. 

"EASE: Examination of Anomalous Self-Experience".(With J. Parnas, P. Møller, T. Kircher, J. Thalbitzer, L. Jansson, P. Handest, ). Psychopathology 38, 2005, 236-258.

C37a.

"EASE: Examen de Anomalías Subjetivas de la Experiencia (desórdenes del self)." (with Parnas, J., Møller, P., Kircher, T., Thalbitzer, J., Jansson, L., Handest, P.). Gaceta de Psiquiatría Universitaria 7/4, 2011, 439-467. (Translation of C37)

C37b.

"EASE: Évaluation des Anomalies de l'Expérience de Soi." (with Parnas, J., Møller, P., Kircher, T., Thalbitzer, J., Jansson, L., Handest, P.). L'Encéphale 38 (supplement 3), 2012, 121-145. (Translation of C37).

C38. 

"Sjálfið og tíminn". Hugur 17, 2005, 97-107.

C39. 

"Two takes on a one-level account of consciousness". Psyche 12/2, 2006, 1-9.

C40. 

"Fenomenologia ja kognitiotiede: mahdollisuuksia ja vaaroja." Ajatus 64, 2008, 241-259. (Translation of D36)

C40a.

"Genshogaku to ninnchikagaku - tennbou to kikenn." Gendai-Shiso 37/16, 2009, 238-253. (Translation of D36)

C41. 

"Killing the Strawman: Dennett and Phenomenology." Phenomenology and the Cognitive Sciences 6/1-2, 2007, 21-43.

C42.

"Subjektivitet og Narrativitet". Kultur og Klasse 101 (34/1), 2006, 74-94.

C43. 

"Perception of duration presupposes duration of perception - or does it? Husserl and Dainton on time". International Journal of Philosophical Studies 15/3, 2007, 453-471.

C44. 

"Subjectivity and the first-person perspective." Southern Journal of Philosophy 45 (Spindel Supplement), 2007, 66-84.

C45. 

"Internalism, Externalism, and Transcendental Idealism." Synthese 160/3,2008, 355-374.

C46. 

"Simulation, projection and empathy." Consciousness and Cognition 17, 2008, 514-522.

C47. 

"Recent developments in philosophy of psychopathology". (With J. Parnas & L.A. Sass). Current Opinion in Psychiatry 21, 2008, 578-584.

C48.

"Wahrheit und Freiheit bei Spinoza". Filosofiske Studier 24, 2008, 313-329. 

C49.

"Is the self a social construct?" Inquiry 52/6, 2009, 551-573.

C50.

"Empathy, Embodiment and Interpersonal Understanding: From Lipps to Schutz." Inquiry 53/3, 2010, 285-306. 

C51.

"Det komplekse selv: Teoretiske og empiriske perspektiver." KRITIK 197, 2010, 58-68.

C52.

"Faces and ascriptions: Mapping measures of the self." (Together with A. Roepstorff). Consciousness and Cognition 20, 2011, 141-148.

C53.

"Objects and levels: Reflections on the relation between time-consciousness and self-consciousness." Husserl Studies 27, 2011, 13-25.

C54.

"The uncanny mirror: A re-framing of mirror self-experience." (Together with Ph. Rochat). Consciousness and Cognition 20, 2011, 204-213.

C54a.

"Der unheimliche Spiegel." (Together with Ph. Rochat). Deutsche Zeitschrift für Philosophie 62/5, 2014, 913-936.

C55.

"Phenomenological Psychopathology and Schizophrenia: Contemporary Approaches and Misunderstandings." (Together with L. Sass & J. Parnas). Philosophy, Psychiatry, & Psychology 18/1, 2011, 1-23.

C56.

"Empathy and Direct Social Perception: A Phenomenological Proposal." Review of Philosophy and Psychology 2/3, 2011, 541-558.

C57.

"The time of the self." Grazer Philosophische Studien 84, 2012, 143-159.

C57a.

"Il tempo del sé." Paradigmi: Rivista di critica filosofica 2, 2014, 31-48.

C58.

"Empati og spejling hos Husserl." Kritik 205, 2012, 63-72. (Translation of abbreviated version of D67)

C59.

"Rediscovering Psychopathology: The Epistemology and Phenomenology of the Psychiatric Object." (With J. Parnas and L.A. Sass). Schizophrenia Bulletin 39/2, 2013, 270-277.

C60.

"Empathy and Other-Directed Intentionality." Topoi 33/1, 2014, 129-142.

C61.

"Yönelimsellik ve Bilinç." Kaygı: Uludag University Faculty of Arts and Sciences Journal of Philosophy 22, 2014, 167-182. (Translation of D12)

C62.

"You, me, and we: The sharing of emotional experiences." Journal of Consciousness Studies 22/12, 2015, 84-101

C62a.

"Você, eu e nós: o compartilhamento de experiências emocionais."  Ekstasis: Revista de Hermenêutica e Fenomenologia 3/2, 2015, 151-170.

C62b.

“Anata, watashi, soshite watashitachi – kanjyotekikeiken no kyoyu.” Tetsugaku-zasshi 130/802, 2015, 171-191.

C62c.

"Ja i drugoj: ot chistogo ja k sovmestno vystraivaemomu my." Mysl' - Zhurnal Peterburgskogo filosofskogo obshhestva 18, 2015, 28-46.

C62d.

"Tu, Io, e Noi: La condivisione delle esperienze emozionali." La società degli individui 57, 2016, 85-102.

C63.

"Self and other: From pure ego to co-constituted we." Continental Philosophy Review 48/2, 2015, 143-160.

C64.

"Empathy ≠ sharing: Perspectives from phenomenology and developmental psychology." (Together with Ph. Rochat). Consciousness and Cognition 36, 2015, 543-553

C65.

"'Getting the left right': The experience of hemispatial neglect after stroke." (With E. Klinke, H. Hjaltason, B. Thorsteinsson, H. Jónsdóttir). Qualitative Health Research 25/12, 2015, 1623-1636

C66.

"The end of what? Phenomenology vs. speculative realism." International Journal of Philosophical Studies 24/3, 2016, 289-309.

C67.

"Transzendentalnaya fenomenologiya, intenzionalnost’ i sub’ektivnost’." Voprosy Filosofii 10, 2017, 150-155.

C68.

"Brain, Mind, World: Predictive coding, neo-Kantianism, and transcendental idealism." Husserl Studies 34/1, 2018, 47-61.

C69.

"Ownership, memory, attention: Commentary on Ganeri." Australasian Philosophical Review 1/4, 2017, 406-415.

D. Book chapters

D1. 

"Husserl og Intersubjektiviteten". In D.Zahavi (ed.): Subjektivitet og Livsverden i Husserls Fænomenologi, 1994, 103-122.

D1a. 

"Husserl's intersubjective transformation of transcendental philosophy". In D. Welton (ed.): The New Husserl. A Critical Reader. Indiana University Press, 2003, 233-254. (Reprint of C9)

D1b. 

"Husserl's intersubjective transformation of transcendental philosophy". In R. Bernet, D. Welton, G. Zavota (eds.): Edmund Husserl - Critical Assessments of Leading Philosophers IV. Routledge, 2005, 359-380. (Reprint of C9)

D1c. 

"Husserl et la transformation intersubjective de la philosophie transcendentale." In J. Benoist (ed.): Husserl. Les éditions du Cerf, 2008, 249-279. (Translation of C9)

D2. 

"Habermas' intersubjektivitetsteori. En fænomenologisk kritik". In J. Rendtorff (ed.): Individets genkomst i litteratur, filosofi og samfundsteori, NSU Press, Århus, 1996, 47-67.

D3. 

"Edmund Husserl - fænomenologi og kunst". In S. Brøgger & O. Pedersen (eds.): Kunst og Filosofi i det 20. Århundrede. Det Kongelige Danske Kunstakademi. København. 2002, 9-27. (Reprint of C12)

D4. 

"The fracture in self-awareness". In D. Zahavi (ed.): Self-awareness, temporality and alterity. Kluwer Academic Publishers, Dordrecht, 1998, 21-40.

D5. 

"Self-awareness and affection". In N. Depraz and D. Zahavi (eds.): Alterity and Facticity. Kluwer Academic Publishers, Dordrecht, 1998, 205-228.

D6. 

"Phenomenal Consciousness and Self-Awareness. A Phenomenological Critique of Representational Theory". (With Josef Parnas). In S. Gallagher and J. Shear (eds.): Models of the Self. Imprint Academic, Thorverton, 1999, 253-270. (Reprint of C15)

D7. 

"Heidegger og Rummet". In A. Michelsen and F. Stjernfelt (eds.): Rum og Fænomenologi, Spring, København, 2000, 62-90.

D8. 

"Self and Consciousness". In D. Zahavi (ed.): Exploring the Self. Advances in Consciousness Research 23. John Benjamins Publishing Company. Amsterdam-Philadelphia, 2000, 55-74.

D9. 

"Alterity in Self". In S. Gallagher, S. Watson, Ph. Brun & Ph. Romanski (eds.): Ipseity and Alterity. Interdisciplinary Approaches to Intersubjectivity. Presses Universitaires de Rouen. Rouen, 2004, 137-152. (Reprint of C19)

D10. 

"Beyond Empathy. Phenomenological approaches to intersubjectivity". In E. Thompson (ed.): Between Ourselves. Second-Person Issues in the Study of Consciousness. Imprint Academic. Thorverton, 2001, 151-167. (Reprint of C21)

D10a. 

"Beyond Empathy. Phenomenological Approaches to Intersubjectivity". In Moran, D. & Embree, L. (eds.): Phenomenology. Critical Concepts in Philosophy Vol. II. Routledge. London & New York, 2004, 179-200. (Reprint of C21)

D10b.

"Anapus Empatijos: Fenomenologiniai intersubjektyvumo svarstymai." Santalka 18/1, 2010, 69-82. (Translation of C21)

D11. 

"Hvad er filosofisk fænomenologi". In C.R. Hansen and B. Karpatschof (eds.): Københavnerfænomenologien - Bisat eller genfødt. Danmarks Pædagogiske Universitet, 2001, 21-32.

D12. 

"Phenomenology and the problem(s) of intersubjectivity". In Steven Crowell, Samuel J. Julian, and Lester Embree (eds.): The Reach of Reflection. Issues for Phenomenology's second Century. www.electronpress.com. 2001, 265-278.

D12a.

"La fenomenologiá y el problema(s) de la intersubjetividad." Anuario Colombiano de Fenomenología 7, 2013, 83-102

D13. 

"Metaphysical Neutrality in Logical Investigations". In D. Zahavi og F. Stjernfelt (eds.): One Hundred Years of Phenomenology. Husserl's Logical Investigations revisited. Phaenomenologica 164. Kluwer Academic Publishers. Dordrecht, 2002, 93-108. (Translation of C23)

D13a. 

"Metafyzická neutralita v Logických zkoumáních". In Blecha, I. (ed.): Fenomenologie v Pohybu. Vydala Univerzita Palackého v Olomouci. Olomouc, 2003, 149-163. (Translation of C23)

D13b. 

"Loji Yanjiu zhong de xingershangxue zhonglixoing". Zhongguo Xiangxiangxue yu Zhexuepinglun - Teji: Xianxiangxue zai Zhongguo, Shanghai 2003, 140 -163. (Translation of C23)

D14. 

"Merleau-Ponty on Husserl. A reappraisal". In T. Toadvine and L. Embree (eds.): Merleau-Ponty's Reading of Husserl. Kluwer Academic Publishers. Dordrecht, 2002, 3-29.

D14a.

"Merleau-Ponty on Husserl. A reappraisal". In T. Toadvine (ed.): Merleau-Ponty - Critical Assessments of Leading Philosophers Vol. I. Routledge. London, 2006, 421-445. (Reprint of D14)

D15. 

"The role of phenomenology in psychiatric diagnosis and classification" (With J. Parnas). In Mario Maj et al. (eds.): Psychiatric Diagnosis and Classification. John Wiley & Sons, 2002, 137-162.

D16.

"Førsproglig Selvbevidsthed." In D. Zahavi & G. Christensen (eds.): Subjektivitet og Videnskab. Bevidsthedsforskning i det 21. Århundrede. Samfundslitteratur - Roskilde Universitetsforlag. Frederiksberg, 2003, 113-142. (Translation of C25)

D17. 

"Anonymity and first-personal givenness. An attempt at reconciliation". In David Carr & Chr. Lotz (Eds.): Subjektivität - Verantwortung - Wahrheit. Peter Lang. Frankfurt am Main, 2002, 75-89.

D18. 

"Phenomenology and metaphysics". In D. Zahavi, S. Heinämaa & H. Ruin (eds.): Metaphysics, Facticity, Interpretation. Contributions to Phenomenology. Kluwer Academic Publishers. Dordrecht-Boston, 2003, 3-22. (Translation of C28)

D19. 

"Husserl und das Problem des vor-reflexiven Selbstbewusstseins". In H. Hüni and P. Trawny (eds.): Die erscheinende Welt. Festschrift für Klaus Held. Duncker & Humblot. Berlin, 2002, 697-724.

D19a. 

"Inner time-consciousness and pre-reflective self-awareness". In D. Welton (ed.): The New Husserl. A Critical Reader. Indiana University Press, 2003, 157-180. (Translation of D19)

D19b. 

"Inner time-consciousness and pre-reflective Self-awareness". In R. Bernet, D. Welton, G. Zavota (eds.): Edmund Husserl - Critical Assessments of Leading Philosophers III. Routledge, 2005, 299-324. (Reprint of D19a)

D19c.

"İçsel zaman bilinci ve ön-reflektif öz-farkındalık." Baykush: Journal of Philosophical Writings 6, 2010, 183-216.

D20. 

"Selvet i filosofisk belysning". In P. Bertelsen, M. Hermansen & J. Tønnesvang (eds.): Vinkler på selvet - en antologi om selvbegrebets anvendelse i psykologien. Klim. Århus, 2002, 17-36.

D21. 

"Fænomenologi". In F. Collin and S. Køppe (eds.): Humanistisk Videnskabsteori. DR Multimedie, 2003, 121-138.

D21a.

"Fænomenologi". In F. Collin & S. Køppe (eds.): Humanistisk Videnskabsteori. København: Lindhardt & Ringhof, 2014, 187-222. (Revised and expanded version of D21).

D22. 

"Phenomenology of self". In T. Kircher & A.David (eds.): The Self in Neuroscience and Psychiatry. Cambridge University Press, 2003, 56-75.

D23. 

"Conceptual problems in infantile autism research: Why cognitive science needs phenomenology". (With J. Parnas). In A. Jack & A. Roepstorff (eds.): Trusting the Subject? Imprint Academic. Exeter, 2003, 53-71. (Reprint of C 30)

D24.

"Refleksiv fænomenologi vs. hermeneutisk fænomenologi." In D. Zahavi, S. Overgaard & T. Schwarz Wentzer (eds.): Den unge Heidegger. Akademisk Forlag. København, 2003, 63-88. (Translation of C31)

D24a.

"Comment examiner la subjectivité?" In S.-J. Arrien & S. Camilleri (eds.): Le jeune Heidegger: 1909-1926. Paris: Vrin: 2011, 95-118. (Translation of C31)

D25. 

"Natural Realism, Anti-Reductionism, and Intentionality. The 'Phenomenology' of Hilary Putnam". In D. Carr and C.-F. Cheung (eds.): Time, Space, and Culture. Springer, 2004, 235-251.

D26. 

"The embodied self-awareness of the infant: A challenge to the theory-theory of mind?" In D. Zahavi, T. Grünbaum, J. Parnas (eds.): The structure and development of self-consciousness: Interdisciplinary perspectives. John Benjamins. Amsterdam, 2004, 35-63.

D27. 

"Back to Brentano?" In D. Zahavi (ed.): Hidden Resources. Classical Perspectives on Subjectivity. Imprint Academic. Exeter, 2004, 66-87. (Reprint of C34)

D28. 

"Phenomenological approaches to self-consciousness" (With S. Gallagher). The Stanford Encyclopedia of Philosophy (2005, 2010, 2014 Edition), Edward N. Zalta (ed.).

D29. 

"Intentionality and phenomenality: A phenomenological take on the hard problem". In E. Thompson (ed.), The Problem of Consciousness: New Essays in Phenomenological Philosophy of Mind. Canadian Journal of Philosophy, Supplementary Volume 29, 2003, 63-92.

D30. 

"Fænomenologisk sociologi: Hverdagslivets subjekt." (With S. Overgaard).  In M. H. Jacobsen & S. Kristiansen (eds.): Hverdagslivet - Sociologier om det upåagtede. Hans Reitzel. København, 2005, 165-193.

D30a.

"Phenomenological Sociology: The Subjectivity of Everyday Life". (With S. Overgaard). In M. Hviid Jacobsen (ed.): Encountering the Everyday: An Introduction to the Sociologies of the Unnoticed. Palgrave Macmillan. Basingstoke, 2009, 93-115. (Translation of revised version of D30)

D30b.

"Fænomenologisk sociologi: Hverdagslivets subjekt." (With S. Overgaard).  In M. H. Jacobsen & S. Kristiansen (eds.): Hverdagslivet - Sociologier om det upåagtede. 2. udgaven. Hans Reitzel. København, 2014, 169-198. (Revised version of D30)

D31.

"Esame dell'abnorme esperienza del sé (EASE)." Roma: Giovanni Fioriti Editore. (88 pp).  (With Parnas, J., Møller, P., Kircher, T., Thalbitzer, J., Jansson, L., Handest, P.) (Translation of C37)

D32. 

"Sjæl og Legeme". In M. Hansen (ed.): Almen studieforberedelse - videnskabernes temaer og historie.Gyldendal. København, 2005, 231-246.

D33. 

Der Theorie-Theorie Versuch zum kindlichen Autismus: Eine phänomenologische Kritik". In J. Jonas & K.-H. Lembeck (ed.): Mensch - Leben - Technik: Aktuelle Beiträge zur phänomenologischen Anthropologie. Königshausen & Neumann. Würzburg, 2006, 271-283.

D34. 

"Thinking about (self-)consciousness. Phenomenological perspectives." In U. Kriegel & K. Williford (eds.): Consciousness and Self Reference. MIT Press, 2006, 273-295.

D35. 

"Edmund Husserl: Hvordan verden træder frem". In C. Thau (ed.): Filosofi og Arkitektur. Kunstakademiets Arkitektskole, 2006, 7-18.

D36. 

"Phänomenologie und Kognitionswissenschaft: Möglichkeiten und Risiken". In D. Lohmar & D. Fonfara (eds.): Interdisziplinäre Perspektiven der Phänomenologie. Neue Felder der Kooperation: Cognitive Science, Neurowissenschaften, Psychologie, Soziologie, Politikwissenschaft und Religionswissenschaft. Springer Verlag. Dordrecht, 2006, 296-315.

D37. 

"Subjectivity and Immanence in Michel Henry" In A. Grøn, I. Damgaard, S. Overgaard (eds.): Subjectivity and Transcendence. Siebeck Mohr. Tübingen, 2007, 133-147.

D37a.

"Subjektivita a imanencia u Michela Henryho." In Karul, M. et al. (eds.): Michel Henry: Zivot ako prelínanie subjektivity a intersubjektivity. Bratislava: Filozofický ústav SAV, 2009, 28-43. (Translation of D37)

D38. 

Thompson, E. & Zahavi, D.: "Philosophical Issues: Phenomenology." In Zelazo, P.D., Moscovitch, M., Thompson, E. (eds.): The Cambridge Handbook of Consciousness. Cambridge University Press. Cambridge , 2007, 67-87.

D39. 

"Self and other: The limits of narrative understanding." In D.D. Hutto (eds): Narrative and Understanding Persons. Royal Institute of Philosophy Supplement 60. Cambridge University Press. Cambridge, 2007,  179-201. (Translation of C42)

D39a.

"Selbst und Anderer. Die Grenzen des narrativen Verständnisses." In Flatscher, M., Loidolt, S. (eds.): Das Fremde im Selbst - Das Andere im Selben: Transformationen der Phänomenologie. Würzburg: Königshausen & Neumann, 2010, 17-35. (Translation of D39)

D40. 

"Fænomenologisk psykologi - den filosofiske tradition." (With T. Grünbaum). In B. Karpatschof & B. Katzenelson (eds.): Klassisk og Moderne Psykologisk Teori. Hans Reitzel. København, 2007, 61-76.

D41. 

"La perception de la durée présuppose-t-elle ou non la durée de la perception? Husserl et Dainton sur le temps." In J. Benoist (ed.): La conscience du temps. Autour des Leçons sur le temps de Husserl. J. Vrin. Paris, 2008, 187-212. (Translation of C43)

D42. 

"The Heidelberg School and the Limits of Reflection." In S. Heinämaa, V. Lähteenmäki & P. Remes (eds.): Consciousness: From perception to reflection in the history of philosophy. Springer. Dordrecht, 2007, 267-285.

D43. 

"Theory of mind, autisme og affektiv intersubjektivitet". In T.W. Jensen & M. Skov (eds.): Følelser og Kognition. Museum Tusculanum Press. København, 2007, 221-238.

D44. 

"Expression and empathy." In D.D. Hutto & M. Ratcliffe (eds.): Folk Psychology Re-Assessed. Springer, 2007, 25-40.

D45. 

"Phenomenology". In D. Moran (ed.), Routledge Companion to Twentieth-Century Philosophy. Routledge. London, 2008, 661-692.

D46. 

"Intentionalität und Bewusstsein." In V. Mayer (ed.): Edmund Husserl - Logische Untersuchungen. Akademie Verlag, 2008, 139-157.

D47. 

"Bevidsthedsfilosofi". In V. F. Hendricks & S.W. Pedersen (eds.): Et spadestik dybere: Præsentation af 10 filosofiske discipliner. Automatic Press, 2008, 169-193.

D48. 

"Understanding (Other) Minds: Wittgenstein's Phenomenological Contribution". (With S. Overgaard). In E. Zamuner & D. Levy (eds.): Wittgenstein's Enduring Arguments. Routledge. London, 2009, 60-86.

D49. 

"Philosophy, Psychology, Phenomenology". In S. Heinämaa & M. Reuter (eds.): Psychology and Philosophy. Inquiries into the Soul from Late Scholasticism to Contemporary Thought. Springer. Dordrecht, 2009, 247-262.

D50. 

"Phenomenology of Consciousness". In W.P. Banks (ed.): Encyclopedia of Consciousness vol. II. Elsevier. Oxford, 2009, 175-186.

D51. 

"Bevidsthed - et grundlæggende emne i psykiatrien". (Together with J. Parnas). In Mors, O., Kragh-Sørensen, P., Parnas, J. (eds.): Klinisk Psykiatri. 3. udgave. Munksgaard. København, 2009, 77-102.

D52. 

"Die Reduktion und das Unsichtbare." In Bernet, R., Kapust, A. (eds.): Die Sichtbarkeit des Unsichtbaren. München: Wilhelm Fink Verlag, 2009, 45-55.

D53. 

"Phänomenologie und Transzendentalphilosophie." In Figal, G. & Gander, H.-H. (eds.): Heidegger und Husserl. Neue Perspektiven. Vittorio Klostermann. Frankfurt am Main, 2009, 73-99.

D53a.

"Husserl and the transcendental." In S. Gardner & M. Grist (eds.): The Transcendental Turn. Oxford: Oxford University Press, 2015, 228-243. (translation of revised version of D53).

D54.

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